Navegação anônima: entenda como funciona e para que serve

Navegação anônima: entenda como funciona e para que serve

O uso de guias anônimas evita que o histórico fique salvo, assim como outras informações; saiba quando usar esse recurso!

Os principais navegadores contêm a função de abrir uma aba anônima, para que o usuário navegue sem deixar rastros. Porém, isso não significa que a pessoa está totalmente oculta ou invisível na rede. A diferença é que as páginas visitadas não ficam salvas em seu histórico, assim como os cookies. Assim, é importante conhecer os detalhes da navegação anônima, para saber quando usá-la.

“A guia anônima serve somente para não salvar o histórico de navegação, além de informações fornecidas em formulários, cookies e outros tipos de dados do navegador, no computador do consumidor ou de terceiros”, alertou Thiago Porto, especialista da PROTESTE. Ou seja, o IP, que é a identidade do usuário na internet, continua sendo registrado por sites e provedores. 

“Isso significa que o empregador ou a escola que fornecem os equipamentos para usos específicos conseguem verificar a sua conexão”, explicou Thiago. “O  servidor de internet também continua acessando as suas atividades”, disse. 

Em outras palavras, as pegadas digitais dos usuários, como tipo de equipamento utilizado, dados de localização e a versão do navegador continuam sendo registrados e os sites visitados têm conhecimento do IP de quem entrou. 

Além disso, segundo o especialista, é preciso ter cuidado ao entrar em contas pessoais, em computadores de terceiros. “Se o dispositivo estiver com algum programa que coleta dados, as informações serão registradas. Embora a navegação anônima não armazene registros no navegador, o computador pode armazenar esses dados por meio de algum outro programa ou software indesejado (malware). Alguns deles registram e salvam as teclas digitadas no teclado, por exemplo, mesmo na aba anônima”, explicou.

Então, quando usar a navegação anônima?

“Esse modo de navegação serve para situações  em que o usuário utiliza um aparelho que não seja dele, ou seja de uso comum, para que não armazene seus dados localmente”, esclareceu Thiago. Isso pode ocorrer, por exemplo, em uma lan house ou dispositivo de uso comum por muitas pessoas. Ao navegar em modo anônimo, seus dados não ficam salvos no navegador.

Além disso, o modo anônimo ajuda as pessoas a fazerem pesquisas não viciadas. Ou seja, como o navegador já armazena automaticamente as informações e hábitos dos usuários, ao abrir uma janela de pesquisas os resultados podem ser direcionados para sites e conteúdos acessados anteriormente. 

Isso vale, por exemplo, quando o consumidor procura preços na internet. Muitos sites, conhecendo seu histórico de pesquisas, manipulam valores – a questão, inclusive, já foi denunciada ao Ministério público do Rio de Janeiro, em 2018. 

“Para que os servidores não tenham seus dados, será preciso alguns outros métodos, como o VPN. No entanto, a PROTESTE não indica a utilização de VPN para uso convencional, pois existem muitas VPNs na internet que mais prejudicam do que ajudam”, ressaltou Thiago.

Descubra como usar a guia anônima

Para usar a navegação anônima, no Google Chrome, é necessário clicar no botão para personalizar e controlar o navegador – os três pontinhos verticais que ficam no canto superior direito. Em seguida, é só acionar a opção “Nova Janela Anônima”. 

No Explorer, é preciso buscar a barra de configurações no canto superior direito e, depois, clicar em Nova janela InPrivate. 

Já no navegador Mozilla Firefox, é necessário ir até o menu de configurações (sinalizado por um botão com três traços) na parte superior à direita e, em seguida, é só clicar em Nova Janela Privativa.