Assistentes pessoais: cada vez mais presentes

Assistentes pessoais: cada vez mais presentes

De acordo com especialista, buscas por voz podem significar uma reordenação na jornada de compra dos consumidores

Assim como tem acontecido com os smartwatches, os assistentes pessoais e dispositivos acionados por voz têm se tornado cada vez mais presentes na vida das pessoas. E de acordo com Bruno Mosconi, Diretor geral da iProspect, uma agência de marketing digital de performance, esses novos gadgets podem significar, inclusive, uma reordenação na jornada de compra dos consumidores. Uma vez que representam um novo ponto de contato para as marcas com seus clientes. O executivo falou sobre o assunto em uma artigo redigido para o Meio & Mensagem.

Para Mosconi, com a ascensão dos assistentes pessoais e da busca por voz, já está na hora das marcas entrarem neste mundo. Em um contexto em que vendas podem ser fechadas em segundos e em novas oportunidades.

Pesquisa sobre assistentes pessoais e buscas por voz

O autor cita uma pesquisa da iProspect com clientes. O estudo aponta que 69% dos gestores de marketing acreditam que a ascensão dos assistentes digitais é uma oportunidade para se aproximar e desenvolver relações mais profundas com os consumidores. E que essas tecnologias são a segunda prioridade emergente em 2019. Atrás apenas da maximização das vendas em marketplaces. A mesma pesquisa, segundo Mosconi, aponta que a busca por voz está entre os canais prioritários de marketing para 2019, empatado com a utilização de bots.

A pesquisa da iProspect mostra, ainda, o desenvolvimento desse comportamento em vários países. Veja alguns dados do estudo:

  • Na Espanha, um em cada cinco consumidores está disposto a receber propagandas em suas buscas por voz;
  • No Reino Unido, 43% dos usuários de comandos de voz utilizaram esse recurso para realizar alguma compra;
  • No México, 86% dos entrevistados alegam que usam comandos de voz, pois é mais rápido do que digitar;
  • Na Índia, 82% dos entrevistados afirmam utilizar tecnologia de voz seus smartphones;
  • No Brasil, onde especialmente os assistentes pessoais não são tão difundidos, 32% dos entrevistados entre 50 e 55 utilizam comandos de voz pelo menos uma vez ao dia.

Caminhos para o uso da tecnologia

No artigo para o Meio & Mensagem, Bruno Mosconi cita uma outra pesquisa da iProspect realizada na Ásia. Segundo ele, o estudo aponta caminhos interessantes para o desenvolvimento de uma estratégia de voz.

O primeiro deles é a conveniência: a interação de marca é inserida dentro do cotidiano das pessoas. E em momentos em que os consumidores estão com as mãos livres, sem celular ou computador.  De acordo com o autor, as ferramentas das marcas precisam saber responder as perguntas simples e se integrar aos sistemas dos assistentes.

“Com resultados precisos e diretos é possível, inclusive, gerar novas vendas com um nível de atrito mínimo”, afirmou Mosconi.

O segundo caminho está associado às buscas por voz mais comuns. Segundo Mosconi, elas estão têm se tornado uma forma significativa de se descobrir produtos, locais e outras tipos de indicações ou sugestões.

“As marcas precisam otimizar suas estratégias de SEO e conteúdo de marca para atender essa sistemática conversacional. Na busca por voz há apenas um resultado, você deve se certificar que seja o da sua marca! Por fim, uma estratégia de voz, deve levar em consideração as diferenças de estágio em cada país ou mercado. Afinal, podemos identificar nuances significativas em termos de cultura, comportamento, condição técnica, etc”, disse o autor.

Mais de 710 milhões de usuários pelo mundo

Surgido nos smartphones, que ainda são sua principal plataforma, os assistentes pessoais mais conhecidos são Apple Siri, Google Assistant, Amazon Alexa e o Microsoft Cortana. Segundo Mosconi, os usuários de assistentes pessoais já somam 710 milhões em todo o mundo e devem chegar a 1,831 bilhão em 2021. Os dados são da Tractica, uma empresa norte-americana de pesquisa e inteligência de marketing focada na interação humana com a tecnologia

Além disso, em 2018, houve dois movimentos importantes nesse segmento. O primeiro foi a disseminação dos smart speakers. E o segundo foi a saída dos assistentes pessoais de suas plataformas originais – os smartphones. Eles ganharam outras interfaces, algumas vezes até de outras empresas, como automóveis, geladeiras, TVs e uma infinidade de outros gadgets.

“Associado a esses movimentos, a busca por voz mantém sua curva ascendente: representava cerca de 30% em 2017 e deve chegar a 50% em 2020, de acordo com estimativas da comScore”, escreveu Mosconi.

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