Telegram e WhatsApp: 3 dicas para evitar invasões

Telegram e WhatsApp: 3 dicas para evitar invasões

Quer saber o que fazer para evitar invasões e golpes em apps de mensagens instantâneas? Então veja as dicas de um especialista

Serviços de mensagens instantâneas costumam ser portas de entrada para golpes diversos. Por isso, todo cuidado é pouco. Desde pessoas que contam histórias mirabolantes em busca de dinheiro até os mais sofisticados ataques de hackers. Quer saber o que fazer contra invasões no WhatsApp ou Telegram? Então veja as dicas de um especialista.

Analista sênior de segurança da Kaspersky, empresa de softwares de segurança, Fabio Assolini foi consultado por uma reportagem da revista Época Negócios. Segundo ele, uma das grandes possibilidades de invasão no WhatsApp e no Telegram é o chamado “total game over”. Nele, o golpista tem acesso físico a um aparelho, como notebook ou smartphone. Assolini afirma que, em muitos casos, isso acontece quando as pessoas deixam seus dispositivos sozinhos em algum lugar. Os criminosos podem instalar um vírus trojan-spy ou um RAT, por exemplo. E passar a ter acesso total ao aparelho.

“Viajantes frequentes podem ser vítimas fáceis de um ataque como esse”, disse Fabio Assolini, à Época Negócios.

Telegram e WhatsApp podem sofrer com golpes

Segundo o especialista, um outro golpe que pode afetar o WhatsApp e o Telegram é o SIM-SWAP. Nele, o criminoso, com ajuda de alguém dentro das operadoras de telefonia, ativa o número do usuário em outro SIM card.

Em maio deste ano, o WhatsApp passou por um ataque hacker que afetou 1,5 bilhão de usuários. Após a detecção do ataque, a empresa recomendou que os usuários atualizassem o aplicativo. O que, de acordo com o especialista da Kaspersky, é uma boa recomendação para evitar invasões de hackers.

Veja as dicas de Fabio Assolini contra invasão do WhatsApp e do Telegram:

Mantenha tudo atualizado

É muito importante manter a atualização não apenas dos seus aplicativos, mas também do seu sistema operacional. Isso se dá pelo fato de que as empresas, quando encontram alguma vulnerabilidade crítica ou desconhecida, têm o costume de fazer o reparo em novas atualizações.

SIM-SWAP

Uma forma eficaz de se combater o SIM-SWAP já vem sendo debatida entre a Anatel e as operadoras de telefonia móvel. Por ora, a providência seria implementar uma mensagem automatizada para alertar ao proprietário quando há uma solicitação de troca do chip. Se a troca não foi pedida pelo usuário, ele deverá entrar em contato com a operadora numa linha direta para fraudes. Para liberar o uso desse recurso, o assinante deve entrar em contato com sua operadora. Essa comunicação não anula o SLIM-SWAP, mas faz um alerta ao proprietário do dispositivo para que ele responda com mais rapidez em caso de ataques.

Invasão no WhatsApp

No caso específico de invasão no WhatsApp, uma medida que os usuários devem tomar é a ativação da dupla autenticação (2FA), com um PIN de seis dígitos no dispositivo. Com ela, uma camada extra de segurança é adicionada, mais difícil de ser burlada. Outra iniciativa é solicitar que seu número seja retirado das listas de aplicativos que identificam chamadas. Eles são muito usados por golpistas para encontrar seu número a partir do seu nome.

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