Tecnologia nunca foi tão importante

Tecnologia nunca foi tão importante

Em um ano em que a vida das pessoas praticamente virou de cabeça para baixo, a tecnologia foi essencial; com ela, porém, vieram muitos golpes virtuais.

Sem internet, computador e celular, poucas pessoas teriam conseguido manter o trabalho remoto, fazer reuniões on-line, garantir que os filhos continuassem os estudos e, principalmente, conversar e “encontrar” amigos, mesmo que por meio de telas. 

Para muitos, a necessidade de adequação chegou sem pedir licença. Quem não tinha uma boa conexão de internet precisou investir nisso, além de equipamentos e mobiliário adequado. Mas a tendência, segundo pesquisas, é de que o home office veio para ficar e, cada vez mais, as pessoas trabalharão em seus próprios espaços. Ao mesmo tempo em que isso é um desafio (conciliar afazeres domésticos, filhos e trabalho), é também uma oportunidade de rever relações e resgatar a proximidade com a família. 

Golpes digitais cresceram

No entanto, nem tudo correu tão bem assim neste ano completamente atípico. Os crimes virtuais aumentaram de maneira expressiva, mostrando que os criminosos migraram do ambiente físico para o digital. Quem tinha menos familiaridade com o uso de tecnologia, como os idosos, foram os mais atingidos pelas mudanças. 

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Mas, não foram os únicos: inúmeras pessoas tiveram seus WhatsApps clonados, caíram no golpe do FGTS ou cadastraram suas chaves PIX em links suspeitos. “As mensagens de phishing (iscas digitais) parecem ser enviadas por organizações legítimas, como do seu banco, Correios ou lojas virtuais. Os e-mails pedem de forma educada por atualizações, validação ou confirmação de informações da sua conta, sempre dizendo que houve algum problema ou oferecendo uma grande promoção. O usuário é, então, redirecionado a um site fraudulento e levado a apresentar informações sobre a sua conta, que podem resultar em roubos de identidade”, afirma Thiago Porto, pesquisador da PROTESTE. 

Além de isso poder resultar em perdas financeiras – quando o consumidor paga um boleto ou faz uma transferência para terceiros, por exemplo -, o roubo de dados pessoais pode levar a novas fraudes. 

LGPD foi um dos temas mais importantes do ano

Muitos consumidores sequer percebem, mas os seus dados pessoais são utilizados a todo momento pelas empresas, seja para precificar produtos, entender quais os itens com maior demanda em cada região ou para ações de marketing, entre outros. Isso, claro, sem mencionar o roubo de dados, que pode levar a fraudes diversas. 

Por esse motivo, durante 2020 a PROTESTE discutiu com especialistas e consumidores a importância da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) em várias oportunidades. Durante a Maratona LGPD PROTESTE + OAB, um evento on-line realizado em agosto, que contou com palestrantes internacionais e a presença de grandes nomes do direito no Brasil, a Lei 13.709/2018 foi, finalmente, sancionada. No mês seguinte, a PROTESTE voltou a debater o tema, na Jornada LGPD, mostrando a importância de todas as empresas, independentemente de seu porte, fazerem adequações – e lembrando o consumidor da relevância do respeito às suas informações pessoais. 

E-commerce em alta

As mudanças de comportamento decorrentes da pandemia levaram muitos consumidores a mudar sua forma de fazer compras. Cada vez mais as pessoas estão optando por canais digitais. No entanto, os usuários querem segurança e serviços eficientes de logística, além de canais adequados para resolver problemas de consumo, como a necessidade de troca de mercadorias ou atrasos nas entregas. 

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Este foi um dos principais temas discutidos durante o Fórum Euroconsumers 2020, por gigantes do setor, como Google, Mercado Livre e Amazon. Ao longo do mesmo evento, porém, ficou claro que os pequenos comércios também precisam se adequar às mudanças e respeitar, cada vez mais, os direitos e a privacidade dos consumidores. 

“Os consumidores devem estar no centro das estratégias das empresas, mas, mesmo assim, terem suas informações pessoais protegidas”, disse, na ocasião, Henrique Lian, diretor de Relações Institucionais da PROTESTE.

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