Problemas no Zoom Meeting foram corrigidos, diz laboratório

Problemas no Zoom Meeting foram corrigidos, diz laboratório

Após ganhar muitos adeptos com a quarentena, Zoom Meeting passou por falhas graves de segurança, que foram corrigidas após atualização

Na carona da necessidade de contato social provocada pela quarentena, um aplicativo experimentou, em poucas semanas, uma ascensão meteórica e um período de turbulência. Alçado ao posto de grande estrela das reuniões por videoconferência durante a pandemia de Covid-19, o Zoom Meeting ganhou muita popularidade, mas rapidamente começou a sofrer com falhas de segurança e problemas com a privacidade de seus usuários. A empresa, no entanto, agiu rápido e logo lançou, no final de abril, uma nova versão do programa, o Zoom 5.0.

“Em conversa com nosso laboratório parceiro, entendemos que a maioria dos problemas relatados com a segurança do Zoom já foi corrigida via atualização. Alguns desses problemas, como o vazamento de vídeos gravados, se deu por conta do salvamento das sessões em plataformas não protegidas. Provavelmente outras brechas aparecerão, devido ao foco atual na ferramenta, mas nenhuma ferramenta é a prova de brechas”, disse Thiago Porto, pesquisador da PROTESTE.

Entenda as falhas no Zoom Meeting

As denúncias de falhas surgiram por todos os lados entre o final de março e o início de abril. Entre as brechas de segurança apontadas no sistema do Zoom estavam a possibilidade de estranhos invadirem salas de reuniões – em episódios que ficaram conhecidos como “Zoombombings” – e a contaminação dos computadores dos participantes com malwares.

Com as brechas, diversos órgãos do mundo emitiram comunicados alertando sobre o uso do aplicativo. No Brasil, no início de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu que seus funcionários usassem o software durante o expediente. Até mesmo o FBI, nos Estados Unidos, sugeriu restrições ao uso do programa.

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Como se precaver

Segundo Thiago Porto, a melhor forma de se precaver em relação a problemas de segurança cibernética é sempre ficar ligado nas notícias do mundo da tecnologia, para não ser pego de surpresa.

“No caso de novas falhas de segurança aparecerem, não apenas no Zoom, mas em qualquer aplicativo que você use, considere mudar para outro aplicativo similar. Até que uma solução seja tomada e aprovada por especialistas do ramo”, sugeriu Thiago.

A além do Zoom, há outros tipos de programas gratuitos que desempenham o mesmo tipo de função. Veja algumas opções:

Google Meet

Antes chamado de Hangouts, a ferramenta do Google tem uma versão grátis e outra premium. Você pode baixá-la em seu celular Android ou iPhone (iOS) ou pode acessar pelo browser no seu desktop. Na versão premium, você pode fazer chamadas com até 250 participantes e 100 mil espectadores por domínio. No caso da versão básica, o limite por chamada é de até dez pessoas.

chamada de video
Google Duo

Antes limitado a oito pessoas, este outro aplicativo de videochamadas do Google aumentou de forma gratuita o limite de suas chamadas para 12 usuários. O programa também pode ser usado para fazer chamadas de voz e para troca de mensagens.

WhatsApp

As chamadas de vídeo por WhatsApp mais que dobraram neste período de pandemia de Covid-19. Por conta disso, o aplicativo anunciou o aumento do número de participantes em suas chamadas de quatro para oito pessoas. Para ter acesso à novidade, disponível para Android e iPhone (iOS), atualize o seu aplicativo.

Skype

Com capacidade para fazer chamadas de vídeo com um grupo de até 10 pessoas, o Skype é o mais antigo de todos os aplicativos e, até hoje, conta com muitos adeptos. Também está disponível para Android e iPhone (iOS). Permite envio de mensagens de texto e compartilhamento de arquivos.