PROTESTE comenta liderança do Brasil em ligações indesejadas

PROTESTE comenta liderança do Brasil em ligações indesejadas

País tem uma média de 37,5 ligações por usuários ao mês, um número 81% maior do que o registrado em 2017

Recentemente, a empresa Truecaller, criadora de um aplicativo de celular com 300 milhões de usuários pelo mundo, divulgou um ranking mundial em que o Brasil aparece na primeira colocação. Mas não há nada a se comemorar. A lista traz os países onde mais são feitas ligações indevidas ou spams. E o país chegou com sobras ao topo, com 37,5 chamadas por usuários ao mês, um número 81% maior se comparado ao ano anterior.

Direitos do consumidor

De acordo Renato Santa Rita, especialista em Direito do Consumidor da PROTESTE, muitas empresas violam o Código de Defesa do Consumidor, que veda a publicidade abusiva e métodos comerciais coercitivos ou desleais.

Renato Santa Rita, especialista em Direito do Consumidor da PROTESTE

“A empresa deve verificar se o consumidor já sinalizou que não quer receber qualquer tipo de ligação. E, portanto, não deve efetuar as ligações indevidas. Mesmo que isso faça parte de um plano de marketing mais agressivo ou mais arrojado. O consumidor precisa ser respeitado”, disse o executivo ao “Bom Dia, Brasil”.

Cadastros contra ligações indevidas

Segundo uma reportagem do telejornal “Bom Dia, Brasil”, da TV Globo, nove estados já têm leis que criam cadastros de consumidores que não desejam ser incomodados por esse tipo de ligações indevidas. Empresas que usam serviços de telemarketing e que não respeitam esses cadastros podem ser acionadas pelo Procon e até, eventualmente, multadas. Mas nada disso impede que os consumidores brasileiros estejam entre os mais afetados do mundo.

De acordo com a empresa Truecaller, 32% das ligações indevidas foram feitas por empresas de telecomunicação. Outras 36% tiveram como origem outras empresas ou campanhas políticas e 20% foram tentativas de golpes e fraudes. Outros 10% foram classificadas como “incômodos” – como trotes e assédios, por exemplo. E os 2% restantes foram feitos por empresas de serviços financeiros.

Telefônicas prometem código de conduta

Ainda de acordo com a reportagem, as reclamações contra serviços de telemarketing aumentaram 26% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado.

Em reunião com a Anatel, as empresas de telefonia prometeram apresentar em seis meses um código de conduta, para evitar as ligações incômodas.

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