Faceapp estaria violando leis de proteção de dados

Faceapp estaria violando leis de proteção de dados

Segundo especialistas, aplicativo que envelhece ou rejuvenesce rostos não esclarece em suas políticas o uso dos dados coletados

Quem entrou nas redes sociais nas última semanas, certamente viu fotos de conhecidos e familiares jovens demais ou envelhecidos. A brincadeira foi possível por meio do aplicativo russo FaceApp. O app usa inteligência artificial para fazer as modificações nos rostos e coleta informações biométricas de seus usuários. Em razão disso, seria o Faceapp uma ameaça à privacidade?

Poucas pessoas se dão conta, mas o app pede ao usuário permissão para acessar, além da galeria de imagens do smartphone, a rede, lista de contatos, endereço IP, tipo de navegador, nomes de domínios acessados, páginas visualizadas, entre outras informações. Isso trouxe preocupação por parte dos consumidores em relação à segurança e à privacidade do app.

Especialistas afirmam que o aplicativo viola leis como a GDPR europeia e a LGPD, que entra em vigor em 2020. Uma das possibilidades, por exemplo, estaria na na venda dos dados biométricos dos usuários para empresas com soluções de reconhecimento facial. Ou seja, a dona do app estaria monetizando o uso das imagens sem comunicar ou pedir consentimento ao consumidor.

Faceapp ameaça privacidade dos cidadãos

A política de privacidade do aplicativo é considerada genérica demais por especialistas. Não haveria razões, por exemplo, para a empresa coletar tantos dados do usuário, inclusive seu histórico de navegação. Pela LGPD, um aplicativo só pode colocar dados para atingir a finalidade almejada, nesse caso, apenas um filtro de fotos.
Faceapp leis de proteção de dados
Há temores ainda de que haja a venda dos dados para entidades públicas ou governos. Nesse sentido, o aplicativo viola as leis de proteção de dados já que não fornecem ao usuário informações suficientes sobre como utilizarão esses dados. Na política da empresa, eles não dizem isso.

Tecnologias envolvendo inteligência artificial vêm tendo um rápido desenvolvimento nos últimos anos. E vem despertando um debate sobre a importância de se estabelecer princípios éticos para seu uso. De acordo com seu site, o aplicativo russo FaceApp tem 70 milhões de usuários no mundo.

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